Você está prestes a iniciar sua campanha eleitoral — ou talvez já tenha começado. Os adesivos já foram para a gráfica, o comitê foi escolhido, o partido confirmou sua candidatura. Mas e o digital? Está tudo configurado?

Candidatos perdem votos todos os dias por um motivo simples: quando o eleitor pesquisa o nome deles no Google, não encontra nada. Ou pior — encontra um perfil incompleto, desatualizado, sem contato, sem proposta, sem credibilidade.

Este checklist foi criado para você não cometer esse erro. São quatro configurações básicas que todo candidato precisa ter no digital antes de veicular qualquer propaganda eleitoral. Simples, direto e na ordem certa.


Por que o digital precisa estar pronto antes da propaganda começar?

A lógica é simples: propaganda gera curiosidade. Curiosidade gera busca. Busca sem resultado mata o interesse.

Quando alguém vê seu nome em um material impresso ou na internet, a ação mais comum hoje é pesquisar. Se você não aparecer — ou aparecer mal — esse eleitor em potencial segue em frente.

Estar no digital antes da propaganda não é opcional. É o piso mínimo de uma campanha que quer ser levada a sério em 2026.


1 — Perfis das redes sociais configurados

O primeiro contato digital de um eleitor com o seu nome quase sempre passa pelo Instagram ou pelo Facebook. Por isso, antes de qualquer coisa, esses perfis precisam estar completos e profissionais.

O que não pode faltar:

  • Bio clara: seu nome de candidato, o cargo que disputa (ex: “Candidato a Deputado Federal — São Paulo 2026”) e o número de urna assim que estiver definido
  • Foto de perfil profissional: sem filtros exagerados, fundo limpo, rosto visível
  • Link na bio: apontando para o seu site ou página de campanha
  • Destaques organizados nos Stories: propostas, eventos, contato

Um perfil com bio vaga como “🌱 Pela mudança” não comunica nada. O eleitor precisa entender em dois segundos quem você é e pelo que você está disputando.

Dica prática: use o mesmo nome de usuário em todas as plataformas. Se seu nome é João Silva, tente @joaosilva2026 no Instagram, Facebook e YouTube. Isso facilita que eleitores te encontrem independente de qual rede estiverem usando.


2 — Site com seu nome, número e propostas

Perfil no Instagram é bom. Site é credibilidade.

Existe uma diferença concreta entre candidatos que têm site e candidatos que não têm: os que têm site aparecem no Google quando alguém pesquisa o nome deles. Os que não têm, dependem exclusivamente de quem já os conhece para ser encontrado.

Pense no seguinte: um eleitor indeciso ouve seu nome na rua, vai no Google e digita “João Silva vereador 2026”. Se aparecer um site profissional com suas propostas, sua trajetória e um botão de contato — você acabou de transformar uma busca em uma conversa. Se não aparecer nada, você perdeu aquele eleitor sem nem saber.

O que o site precisa ter:

  • Seu nome e número de urna em destaque
  • Resumo da sua trajetória (quem você é, de onde vem)
  • Suas principais propostas, escritas de forma simples
  • Formas de contato: WhatsApp, e-mail, redes sociais
  • Fotos profissionais

O site não precisa ser caro nem complexo. Ele precisa existir e carregar rápido no celular — porque é assim que a maioria dos eleitores vai acessar.

No PolíticaMe, criamos sites profissionais para candidatos a partir de R$48. Se quiser montar o seu agora, acesse aqui.


3 — WhatsApp de campanha separado

Usar o WhatsApp pessoal para a campanha é um dos erros mais comuns — e mais prejudiciais — que candidatos cometem.

O problema não é só de organização. É de limite. O WhatsApp pessoal tem teto de participantes por grupo, histórico misturado com conversas da família, dificuldade para segmentar listas de transmissão. E se você trocar de número depois da eleição, perde todo o contato construído.

Configure um número exclusivo para a campanha:

  • Use um chip dedicado apenas para o WhatsApp de campanha
  • Crie listas de transmissão segmentadas: equipe, apoiadores, líderes comunitários, imprensa
  • Configure mensagem automática de boas-vindas com seu nome, número de urna e link do site
  • Defina um responsável pela triagem das mensagens recebidas

Com um número separado, você também facilita o cadastro no rótulo eleitoral do Meta — que é justamente o próximo item do checklist.


4 — Rótulo eleitoral ativo no Meta

Se você pretende anunciar no Facebook ou no Instagram durante a campanha — e deveria — o rótulo eleitoral é obrigatório. Sem ele, seus anúncios de campanha serão reprovados pelo Meta antes mesmo de rodar.

O que é o rótulo eleitoral?

É uma verificação feita pelo Meta (empresa do Facebook e Instagram) que identifica que você é um candidato legítimo. Com ele ativo, seus anúncios recebem automaticamente um selo que identifica quem está pagando por aquele conteúdo — exigência da legislação eleitoral brasileira para qualquer publicidade política paga.

O rótulo muda de nome conforme o momento da campanha:

  • Na pré-campanha: o selo aparece como “Pago por”
  • No período oficial de campanha eleitoral: o selo passa a ser “Propaganda Eleitoral”

Nos dois casos, o processo de autorização no Meta é o mesmo — e precisa estar ativo antes de você criar qualquer anúncio político.

Para ativar, siga o passo a passo oficial do Meta aqui. Você vai precisar de documento com foto e comprovante de residência. Para entender a política completa sobre anúncios eleitorais, acesse a Central de Transparência do Meta.

O processo leva alguns dias para ser aprovado. Por isso, ative agora — antes de precisar. Quem deixa para a última hora perde os primeiros dias de campanha sem conseguir anunciar.

O Site Profissional do PolíticaMe é totalmente compatível com requisito do rótulo eleitoral no Meta. Saiba mais aqui.


Resumo: os 4 itens antes de começar

#ItemUrgência
1Perfis das redes sociais configurados com bio, foto e linkAlta
2Site com nome, número e propostasAlta
3WhatsApp de campanha separadoMédia-Alta
4Rótulo eleitoral ativo no MetaAlta (leva dias para aprovar)

Monte sua campanha digital agora

Configurar o digital antes de começar a propaganda não é detalhe — é estratégia. Candidatos que chegam preparados no digital conquistam mais eleitores no momento em que eles estão mais atentos: quando estão buscando informação para decidir o voto.


Artigo publicado pela equipe PolíticaMe
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